Desenvolvimento de Conceitos e Valores na Decisão sobre o Uso de Drogas

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Profa. Mest. Isadora Melo Gonzalez – Faculdade de Educação - Universidade Federal da Bahia – Prof. Dr. José Luis de Paula Barros Silva – Instituto de Química - Universidade Federal da Bahia -
Categoria: Investigações e inovações CTS

Introdução

A experiência vivenciada, entre 2005 a 2009, na terceira série do ensino médio, nos fez perceber que os alunos embasavam seus comentários, decisões e opiniões exclusivamente no fato das drogas serem nocivas à saúde, todavia não faziam ideia acerca da ação das substâncias psicoativas presentes nas drogas de abuso, não entendiam o que significava dependência química, tolerância química, síndrome de abstinência, dentre outros conceitos. A ênfase dos educandos nos possíveis efeitos nocivos das drogas ao organismo humano é confirmada por Figueiredo, Kovalski, Obara e Rodrigues (2010, julho).  Além dos erros conceituais e do fato dos estudantes não conseguirem usar conceitos químicos para refletir sobre o fenômeno do uso de drogas de abuso, a conduta dos educandos era claramente assentada numa visão negativa sobre os usuários de drogas, levando-os a tecer comentários preconceituosos, discriminatórios, e a excluir pessoas do seu círculo social ao descobrirem que eram usuárias.

Embora, Sanchez, Oliveira, Ribeiro, e Nappo (2010) considerem que os programas de prevenção e as abordagens de ensino a cerca do tema drogas são, na sua maioria, inefetivos por se basearem somente na informação, entendemos, que é função primordial das instituições formais de ensino formar sujeitos que minimamente dominem o saber científico para permitir que esses estabeleçam uma comunicação com o outro, a partir da construção e uso de argumentos baseados no conhecimento e no uso da linguagem (Maldaner, 2003).

Nosso trabalho teve como objetivo investigar a reelaboração dos conhecimentos cotidianos dos estudantes do ensino médio a partir do ensino de conhecimentos científicos. O problema principal da pesquisa era: como o ensino de química poderia contribuir para o uso de conceitos científicos e valores éticos e morais como fundamentos para a tomada de decisão, pelos estudantes do ensino médio, sobre o uso de substâncias psicoativas?

A nossa questão de pesquisa desdobra-se em outras demandas, com destaque para a seguinte questão: como os valores éticos e morais participam na tomada de decisão sobre o uso de drogas psicoativas?

Vislumbramos que o tema sociocientífico do uso de drogas nos permitiria suprir a demanda dos educandos, mas também, proporcionaria um meio adequado para promover o estudo sistemático da composição, estrutura molecular, propriedades e transformações das substâncias psicoativas no ensino da química orgânica, além de conduzir a uma reflexão crítica sobre os aspectos histórico, social, cultural, político e econômico que perpassam o uso de drogas. A abordagem de conteúdos químicos através de temas sociocientíficos pressupõe que os conteúdos químicos não sejam a única dimensão a ser estudada, é preciso ir além e conhecer os aspectos culturais, econômicos, políticos etc. (Santos & Schnetzler, 1997).

Referencial Teórico

Adotamos, além das contribuições da pedagogia humanista de Freire e a psicologia histórico-cultural de Vigotski, os fundamentos do movimento CTS, uma vez que pretendíamos analisar a relação dos educandos com o tema sociocientífico do uso das drogas.

O processo educativo deve ter como objetivo contribuir para a transformação da consciência ingênua em consciência crítica. O homem de consciência ingênua (Freire, 1981), que costuma explicar os fenômenos e discutir problemas com base nas suas experiências vividas e partilhadas (senso comum) faz uso de conceitos espontâneos, que nascem dessas experiências e cujas principais características são a ausência de sistematização e a aplicação não-voluntária (não-consciente) (Vigotski, 2009).

O homem de consciência crítica busca analisar os problemas com base em princípios teóricos, rejeita explicações mágicas isentas do princípio da casualidade, (Freire, 1981) faz uso de conceitos científicos. Tais conceitos são aprendidos a partir de experiências transmitidas de forma sistematizada e se caracterizam pelo seu uso voluntário (consciente) e sistemático na ação (Vigotski, 2009). Possibilitar a promoção de um estado de consciência ingênua para um estado de consciência crítica é pensar em promover mudanças na forma de ação humana. Pressupomos que através do estudo de temas sociais, proposto pelo movimento CTS, o ensino de química pode promover a compreensão dos conceitos químicos (conceitos científicos) pelos alunos, além de envolvê-los numa avaliação crítica (consciente) sobre as suas implicações sociais abordando aspectos ambientais, econômicos, políticos e culturais (Santos & Mortimer, 2001).

Um currículo com ênfase na inter-relação ciência/tecnologia/sociedade tem como proposição o ensino de ciência disponibilizando representações que permitam ao cidadão agir, tomar decisão e compreender o discurso dos especialistas, e, se for pertinente ao tema, conhecer a legislação, a respeito dos problemas sociais (Auler & Delizoicov, 2006). Ou seja: um ensino que possibilite os estudantes passarem do nível da consciência ingênua ao nível da consciência crítica em relação aos problemas estudados. Para tanto, faz-se necessário que os estudantes se apropriem dos conceitos científicos relativos ao problema, usando-os para justificar suas decisões.

Para realizar um ensino que contemple as concepções apresentadas, podemos planejar percursos didáticos tomando como referência conhecimentos prévios e experiências dos educandos. Estaremos assim, assumindo a realidade dos estudantes como uma opção do ponto de partida para a elaboração de um novo conhecimento ligado à cultura e aos interesses dos mesmos (Freire, 2005). Também podemos trabalhar com temas sociocientíficos que representem um problema de natureza controvertida e que evidenciem a existência de opiniões diferentes a seu respeito (Santos & Mortimer, 2001; Santos & Schnetzler, 2003), características essas que encontramos no estudo sobre o uso de drogas. A leitura do mundo que, para Freire (2008), antecede a leitura das palavras, vai além das informações sobre as drogas e seus efeitos, para cuja interpretação é importante contar com a ajuda de profissionais de áreas distintas. O ensino deve ter como base o diálogo, uma forma de nos relacionarmos com o mundo a fim de desvelar a realidade, por proporcionar o encontro de pessoas que ouvem umas às outras e, também, se expressam por meio de sua palavra (Freire, 1970).

Desse modo, poderemos contribuir para que os estudantes compreendam que as possibilidades de nos relacionarmos com as drogas, ou com outras situações-limites, podem ser vistas como produto histórico das nossas relações em sociedade e não como obra do destino.

Metodologia

Optamos por adotar a metodologia de pesquisa crítica qualitativa. A investigação ocorreu durante a quarta unidade do ano letivo de 2009, num período de cinco semanas, correspondente a quinze aulas. Envolveu a pesquisadora como docente de uma turma constituída de trinta e um alunos, no turno matutino, do terceiro ano do ensino médio e uma estudante do curso de licenciatura em química como assistente. Foi criado um percurso de ensino para fazer parte do ambiente no qual se realizaria esta investigação.

Os pesquisados são brasileiros, moram com os pais e mais dois irmãos, em média.  Cinquenta por cento dos pais possuem o ensino médio completo, os outros cinquenta por cento cursaram o ensino fundamental, alguns concluíram e outros não o conseguiram. A renda familiar concentra-se entre dois e cinco salários mínimos. Os estudantes declararam que o principal motivo para frequentar a escola é a vontade de adquirir conhecimento, mas também pensam em concluir o ensino médio para poderem ir trabalhar.

A valorização da participação do sujeito na pesquisa crítica qualitativa conduziu à coleta de dados com base na observação participante e, também, recorrendo ao registro escrito de materiais produzidos pelos estudantes e à gravação de áudio e vídeo das aulas 1. Diferentes modos de coletas de dados foram utilizados (avaliação diagnóstica, discussão sobre o filme “Bicho de sete cabeças”, debate promovido entre os estudantes sobre a legalização das drogas e avaliação final) visando à triangulação de informações, nos permitindo verificar desacordos e o grau de exatidão dos dados coletados, para que pudéssemos garantir a validade e a confiabilidade dos mesmos.

      O conteúdo dos registros de observação das aulas, das falas e dos materiais produzidos por vinte e um estudantes durante o processo de ensino foi examinado em busca da presença dos temas de nosso interesse, quais sejam: emprego de termos e de conceitos químicos e explicitação de valores relativos ao uso de drogas. Os trechos selecionados (unidades de registro) serviram à inferência e/ou construção de evidência (Bauer & Gaskell, 2008; Bardin, 2004) acerca dos tópicos acima citados, como pode ser visto nos resultados apresentados abaixo.

Resultados e Discussão

Enfatizando as contribuições do enfoque CTS, a seguir apresentamos os resultados da analise sobre a alteração em valores acerca do uso e dos usuários de drogas, revelando um novo nível de criticidade (Freire, 1970; Santos, 2008).

Avaliamos, no início do curso, o que os estudantes entendiam sobre dependência química. Para Claudio 2: é algo superior algo que tem poder além da pessoa suas vontades e desejos, eu que não tenho amizade com esse povo, quero distância. Este tipo de resposta se apoia em ideias que têm por base o modelo médico-jurídico de prevenção ao uso de drogas — que visa instigar a rejeição social à droga — vigente na sociedade de consumo na qual estamos inseridos e muito presente nas campanhas vinculadas pela mídia. Pudemos constatar que cerca de noventa por cento dos alunos fundamentam suas explicações nesse ideário e até mesmo alguns professores da escola.

Outro aspecto que constatamos nas respostas dos alunos é a noção de que substâncias psicoativas devem ser excluídas do meio social. Um dos objetivos do modelo médico-jurídico é propagar a ideia de que as drogas devem ser rejeitadas pela sociedade, o que pode gerar nos educandos o preconceito em relação àqueles que fazem uso de tais produtos, marginalizando os usuários. Os exemplos a seguir demonstram que os usuários de drogas de abuso, geralmente, são discriminados por serem considerados insanos, pessoas sem caráter e desprovidas de vontade própria. De acordo com Charles, por exemplo, a pessoa fica necessitada de tal coisa, que essa pessoa pode se dizer que perde a sanidade, leva até mesmo ao roubo para comprar e satisfazer sua necessidade de usar droga. São pessoas fracas de caráter.

A forma de pensar através do modelo médico-jurídico de prevenção pode implicar em modos de agir assentados em preconceito, discriminação, intolerância, comportamentos que parecem ter origem na identificação dos alunos com o mundo mitificado que lhes é apresentado pelos diversos meios de comunicação como rádio, televisão, jornais e até nos painéis de propaganda (outdoors) espalhados pelas grandes cidades. Uma das campanhas contra drogas mais recentemente veiculadas por estes meios e, também, através de cartazes no interior das escolas, trazia a seguinte frase: “Crack, cadeia ou caixão”, apregoando que não existem outras alternativas aos usuários. Verificamos a repercussão de ideias como estas quando perguntamos aos alunos por que o filme recebeu o título Bicho de Sete Cabeças, ao que Flavia respondeu: O filme tem por conclusão que o uso limitado de algumas drogas não exigia medidas tão drásticas como o que sofreu o personagem, mas não podemos nos esquecer que se trata das drogas as quais remetem os usuários a inúmeros caminhos infelizes e até mesmo a morte. Seja qual for à quantidade, drogas são um grande problema sim. 

Anotações decorrentes da observação da aula em que foram abordadas expressões como dependência química, tolerância química e síndrome de abstinência, nos permitiram registrar algumas falas dos pesquisados e nos fizeram perceber a mudanças na sua forma de entender o fato das pessoas optarem por fazer uso de drogas com fins recreativos. Reproduzimos a seguir o comentário de Charles: Eu pensava que a dependência química dependia da vontade de parar da pessoa, mas se é o cérebro que está se modificando por causa de uma substância psicoativa, isto é doença física. Este exemplo, entre outros, demonstra que o processo de aprendizagem do conhecimento científico associou-se à formação de valores, possibilitando que os educandos modificassem a forma de se expressar sobre a questão do uso de drogas, abandonando, por exemplo, o termo viciado — amplamente usado pela maioria sociedade ao se referir à pessoa que faz uso de algum tipo de substância psicoativa — que passou a ser considerado de caráter pejorativo. 

Observamos que os estudantes passaram a refletir sobre o uso de drogas psicotrópicas, analisando aspectos políticos, econômicos, sociais e éticos, desmitificando as ideias deterministas de que os usuários devem ser excluídos do meio social ou que, indubitavelmente, estão predestinados a morrer devido ao uso de drogas.

Em relação ao trato das drogas como caso de segurança pública e à punição e estigmatização dos usuários pela sociedade, Lucia representando seu grupo, comentou que: tem muitos que estão nos presídios e estavam só fazendo uso sem prejudicar ninguém e na hora foram presos e são taxados até como traficantes. O pior é que a convivência dele com pessoas que cometeram crimes mais graves, vai fazer sair de lá fazendo as mesmas coisas que as pessoas de lá de dentro fazem. Nota-se que os estudantes perceberam que cadeia não é exatamente uma solução, pois a prisão de simples usuários juntamente com traficantes pode vir a criar novos problemas.

A incorporação de outros aspectos, além das questões médico-juridicas, e de valores morais e éticos na tomada de decisão pelos estudantes é sinalizada, ao final do curso, através dos argumentos produzidos sobre legalização da maconha. Vejamos a opinião de Marcio: Se viesse a permitir o desenvolvimento de novos medicamentos para curar doenças, só que o Brasil não tem condições que nem outros países da Europa que legalizaram, de controlar a venda das substâncias. Para você legalizar você precisa ter um país bem estruturado bem desenvolvido para ter leis que adéque a população ao uso, vê que o álcool é um dos maiores causadores de violência no trânsito, o cigarro é um dos maiores causadores de câncer; tem leis, mas ninguém obedece.

Acreditamos que a avaliação final comprova a nossa constatação da possibilidade da incorporação de valores na tomada de decisão, associados aos conhecimentos científicos adquiridos durante o estudo sobre o uso de drogas. As explicações mágicas, os mitos passaram a ser questionadas pelos educandos, que agora buscam analisar os problemas de forma mais profunda utilizando os conhecimentos científicos aprendidos e valores formados como novos refernciais. Repetimos a pergunta inicial sobre o que é a dependência química e obtivemos respostas como a de Claudio: é um desejo por uma droga manifestado por seu uso frequente. Qualquer pessoa pode ficar dependente, o perigo já está em só experimentar, logo é melhor ficar longe das drogas mesmo que dê prazer.

Através da avaliação final verificamos, também, que as ideias e opiniões antes tão vinculadas à experiência cotidiana também passam a ser orientadas pelo respeito e solidariedade ao usuário, resultado do estudo sistematizado sobre a origem dos efeitos psicoativos, de fatores históricos e econômicos, da influência da mídia e sobre o preconceito e a discriminação aos usuários. Alguns estudantes passaram a criticar a classificação atual das drogas em lícitas e ilícitas fundamentados em questões culturais e históricas. Para Marcelo: a maconha foi proibida porque antigamente quem fazia uso de maconha eram os africanos em seus rituais, já o álcool sempre foi usado como drogas recreativas, onde inclusive as celebridades também influenciaram para o consumo do público, e esconderam os danos que causariam à saúde. Mas é permitido devido à influência que possuem na economia do nosso pais.

Percebemos certa indignação diante das situações evidentes de preconceito e discriminação, demonstrando solidariedade à situação de exclusão dos usuários de substâncias psicoativas ilícitas na constatação de Lucia: Porque as pessoas criam uma imagem de que só quem fuma maconha é traficante, ladrão e negro, aí acabam tomando certo preconceito em relação a isso. Maconha= malandragem. O álcool é uma droga liberada porque não existe tráfico, não existe preconceito com quem utiliza, não é discriminado quem bebe, e isso acaba mostrando uma imagem santificada do álcool e o índice de acidente vem aumentando cada vez mais.

Embora setenta e oito por cento dos estudantes tenham demonstrado avanços em suas concepções e atitudes diante do uso de drogas, trinta por cento não atingiu este estado de consciência. Ainda sobre a licitude ou não das drogas Jéssica explica que: a maconha é proibida pelos efeitos que ela causa no nosso organismo, o álcool é lícito, porque não causa danos.

Considerações Finais

Ao final da pesquisa, constatamos que a reflexão sobre o uso de drogas passou a ser fundamentada em diversos fatores e não sob um único aspecto, o que ajudou aos educandos a identificarem e desfazerem alguns mitos vinculados ao uso de drogas.

No caso específico do uso de drogas, exploramos questões farmacológicas, psicológicas e socioculturais, numa tentativa de pensar sobre o uso de drogas na perspectiva do modelo sociocultural, que ressalta o contexto social do usuário e apresenta o paradigma da redução de danos, prescritos na Lei 11.343 (2006) em seu art. 20, que prevê atividades de “atenção ao usuário e dependente de drogas e respectivos familiares, aquelas que visem à melhoria da qualidade de vida e à redução dos riscos e dos danos associados ao uso de drogas”.

Verificamos que ao articular o estudo sistematizado dos conhecimentos químicos, com outras possibilidades de compreensão de um fenômeno, o Ensino de Química permite que os estudantes usem os conhecimentos científicos e valores éticos e morais para fundamentar as decisões tomadas em relação às questões sociais relacionados à ciência, cientes das consequências. Sendo assim, o Ensino de Química pode ser meio para o desenvolvimento do respeito à vida e da consciência de igualdade no âmbito escolar, princípios que visam garantir os direitos aos seres humanos, ao mesmo tempo em que explicita os deveres e a necessidade de responsabilidade social de todos.

Entendemos que os resultados alcançados em nossa pesquisa criam a expectativa de que os estudantes que vivenciaram a experiência de ensino que projetamos possam vir a desenvolver a consciência ao ponto de perceber a necessidade de conhecimentos científicos para maior e melhor participação social, uma vez que analisam os problemas de maneira mais aprofundada e consciente, passando a recusar explicações isentas ou fundamentadas em um único de princípio de causalidade. A pesquisa revela a possibilidade dos conhecimentos químicos e dos valores éticos e morais servirem de fundamentos nos processos de tomada de decisão, de se expressar, de argumentar, de contestar e de compreender opiniões a cerca de temas sociocientíficos como, por exemplo, o uso de substâncias psicoativas.

Referências

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1 Solicitamos que os educandos assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), no caso dos educandos menores de idade, o termo foi assinado pelos pais ou responsáveis.

2 Os nomes dos estudantes são fictícios.